Extintores de Incêndio: Durante a ocorrência de fumaça ou fogo, a coordenação entre os tripulantes é essencial para um combate efetivo, havendo a intervenção mínima de e Tripulantes de Cabine (Operador, Transmissor e Assistente).
Atenção: Localize o Fogo => Combata o Fogo => Avise o Comandante => Divida as Tarefas = > Nunca Abandone o Fogo => Previna o Pânico
Obs: Quando o fogo estiver apagado, monitore a área até aterrissar e tranquilize os passageiros.
CAF (Capuz Anti-Fumaça) ou PBE (Protective Breathing Equipment): É um equipamento de emergência para proteção dos órgãos da respiração e visão. Consiste em um capuz de fibra de vidro, é mais estreito na área do pescoço, ajustando assim, a parte cervical. Dispõe de um visor desembaçador e um gerador químico localizado na parte posterior do capuz e proporciona oxigênio por 15 minutos aproximadamente.
Machadinha: É usada para cortar a fuselagem e abrir passagem em certas áreas quando as saídas normais estiverem bloqueadas. É composta por uma folha cortante, uma pontiaguda e um cabo isolante de eletricidade (25.000 Volts).
Luvas de Amianto: Utilizadas para proteger-se em incêndio, pegar peças ou objetos em alta temperatura.
Óculos Anti-Fumaça: São óculos plásticos que servem como proteção contra a fumaça.
Megafone: É um amplificador de voz portátil, que permite a comunicação em situação de emergência ou na falta do sistema P.A.
Rádio Beacon: Emite sinais para satélite e a busca é feita por rastreamento (é um cilindro metálico, vermelho, portátil, resistente à água e flutuante, além de possuir bateria própria, antena, bolsa plástica e corda).
Lembrar: 1) As frequências internacionais de resgate são 121,5 MHZ (civil) e 243,0 MHZ (militar); 2) O Horário Internacional do silêncio no Oriente é 00/03 => 30/33 e no Ocidente é 15/18 => 45/48.
Luzes de Emergência: Quando houver falha no sistema de iluminação, as luzes de emergência serão acesas automaticamente, iluminam e indicam as saídas de emergência e estão localizadas no interior e exterior da cabine. As luzes internas de passageiros podem ser ficas ou portáteis (as portáteis podem ser usadas como lanternas).
Assentos Flutuantes: Todos os assentos de passageiros, o encosto e assento de banco duplo de Comissários, o assento do banco do Observador e o encosto dos assentos da cabine de comando são flutuantes.
Cordas: Encontram-se no batente das janelas do cockpit e das janelas de emergência sobre a asa, que auxiliam a saída rápida (são revestidas de neoprene e látex).
Escape Slide (Rampa de Abandono): As portas principais e de serviço estão equipadas com escapes slides. Está alojado no encosto da porta na parte inferior da mesma que possui um visor de manômetro de pressão de 2.700 a 3.000 PSI. Poderá ser inflado (aproximadamente 5 segundos) automaticamente e manualmente. Em caso de falha na inflação, deve-se puxar a alça próxima ao pé do pegador para inflá-lo manualmente. Não ocorrendo inflação, deverá ser usado como corda. Em pouso na água, deve ser usado como bote (apenas como auxiliar de flutuação).
Bote: Os slides botes são usados para evacuação e amerissagem, permitindo a saída de duas pessoas ao mesmo tempo.
Kit de Sobrevivência: 1 kit de sobrevivência para cada 50 assentos, devendo haver 1 kit de primeiros socorros no conjunto.
Kit Médico (Bolsa de Primeiros Socorros): Uso exclusivo por um médico.
Colete Salva-Vidas: Equipamento de auxílio à flutuação exigido para aeronaves que efetuam vôos sobre o mar (mais de 50 NM da costa), disponíveis embaixo de todas as poltronas e devem ser infladas comente fora da aeronave.
Saídas de Emergência: Portas principais e de serviço e janelas de emergência e escotilhas. Todas as saídas de emergência operam internamente e externamente, exceto a do Comandante (abertas apenas internamente).
Portas Principais e de Serviço: Em situação de emergência, como equipamento de evacuação, são usadas as portas com escorregadeiras, sendo que existem as não-infláveis, utilizadas em aeronaves turbohélice e as escorregadeiras infláveis, também denominadas escape slide, usadas em aeronaves modernas (a jato). As escorregadeiras infláveis são usadas em aeronaves de grande porte também nas janelas de emergência, sobre a asa e possuem em seu interior uma garrafa de ar comprimido.
Janelas de Emergência: Localizam-se na direção da asa, uma de cada lado (ou mesmo duas de cada lado, conforme a aeronave). Possuem cordas que se localizam no interior da fuselagem, ficando aparente somente quando a janela é retirada. As janelas da cabine principal são formadas por 3 painéis (interno, médio e externo).
Obs: Sequência correta para sair por uma janela de emergência: Perna => Cabeça => Tronco => Perna
Escotilhas: Geralmente localizadas na cabine de comando, possuindo cordas de escape rápido.
Operatividade de uma Saída de Emergência: Uma saída de emergência somente será considerada operativa quando => 1) Aeronave e motores estiverem completamente parados; 2) Área adjacente estiver livre; 3) Ser possível abri-la; 4) Equipamento auxiliar operando (escape slide). Caso contrário, a mesma será considerada "inoperante".
Estação de Emergência: Compreende o lugar de uma ou mais saídas de emergência e deverá ter => 1) Assentos dos tripulantes (simples ou duplos); 2) Equipamentos auxiliares para evacuação; 3) Sistema de comunicação.
Evacuação da Aeronave: Compreende o abandono de seus ocupantes diante de uma situação de emergência. O tempo considerado para que todos os ocupantes de uma aeronave, após o pouso de emergência, tenham condições de abandoná-la é de 90 segundos.
Tipos de Saída / Coeficiente de Evacuação: As aeronaves são projetadas com o dobro de capacidade de evacuação padrão.
Tipo I => Saída com Escorregadeiras Infláveis (escape slide) => Número de Passageiros de 50 a 55 => Tempo de saída igual a 90 segundos.
Tipo II => Saída com Escorregadeiras Não-Infláveis (slide chute) => Número de Passageiros de 30 a 40 => Tempo de saída igual a 90 segundos.
Tipo III => Janelas sobre a asa (possuem cordas de apoio e equilíbrio) => Número de Passageiros de 20 a 30 => Tempo de saída igual a 90 segundos.
Tipo IV => Janelas da cabine de comando (possuem cordas de escape rápido) => Número de Passageiros de 15 a 20 => Tempo de saída igual a 90 segundos.
Classe A => Saída com Escorregadeiras Infláveis Duplas (escape de pista dupla - aviões de grande porte) => Número de Passageiros de 90 a 100 => Tempo de saída igual a 90 segundos.
Evacuação Evidente: Alta concentração de fumaça ou gases tóxicos na cabine, quebra do trem de pouso, fogo incontrolável, grandes danos estruturais, explosões e pouso na água (única evacuação que não necessita da autorização do Comandante).
Obs: 1) Qual o coeficiente de evacuação da aeronave? Todas as pessoas/passageiros em 90 segundos; 2) Qual é o coeficiente de evacuação da saída de emergência? O número de pessoas/passageiros que podem sair por aquela saída em 90 segundos; 3) Qual o coeficiente de evacuação dos Tipos I, II, III, IV e Classe A, respectivamente? 50 a 55, 30 a 40, 20 a 30, 15 a 20 e 90 a 100 passageiros em 90 segundos; 4) A evacuação total da aeronave deverá ser iniciada após a parada total da mesma e seus motores estiverem desligados.
Procedimentos de Emergência
Despressurização: Quando a altitude da cabine atingir 10.000 pés, soará um alarme no cockpit, alertando os pilotos que a aeronave entrou no processo de despressurização. Se a cabine atingir 14.000 pés, ocorrerá a queda automática das máscaras de oxigênio com fluxo de 1 litro por minutos. Logo, 15.000 pés terá fluxo de 2 litros por minutos, 16.000 pés terá fluxo de 3 litros por minutos e 17.000 pés ou mais terá fluxo de 4 litros por minuto (fluxo máximo de oxigênio).
Vazamento da Pressão: Tire os passageiros da área e avise o cockpit.
Sequestro: Acate todos os pedidos dos sequestradores.
Comportamento Anormal: Se o comportamento anormal do passageiro ameaçar a segurança do vôo, notifique o cockpit t tente conter o mesmo.
Bomba: Se você ouvir comentários de que há bomba ou ameaça de sabotagem, ou suspeitar de qualquer dispositivo, avise imediatamente o cockpit.
Fogo Interno na Aeronave em Vôo ou em Solo: Lutar contra o fogo da maneira correta e avisar o cockpit.
A.P.U. (Auxiliar Power Unit - Unidade de Força Auxiliar): É um motor instalado no cone da causa da aeronave, que supre dois tipos de energia para a aeronave (elétrica e pneumática), possui seus controles na cabine de comando e funciona em solo (em muitas aeronaves pode ser também usada em vôo).
Fatores que Originam um Acidente: Humano; Técnico; Operacional; Meteorológico; Casual; "Desconhecido".
Consequências Após um Acidente: Fogo => Calor => Fumaça => Gases Tóxicos => Ações das Forças de Impacto.
Emergência Preparada: Quando há uma avaria na aeronave em vôo e provavelmente um pouso forçado em terra u mar. Na preparação da cabine para o pouso de emergência, as informações do cockpit são: Natureza da emergência, tempo disponível à preparação da cabine, local de pouso, zonas da aeronave provavelmente atingidas (havendo impacto), quem comunicará a emergência aos passageiros, sinal convencional para a posição de impacto.
Posição de Impacto para Tripulantes de Frente para a Cabine: Cinto apertado, braços cruzados e queixo baixo apertado contra o pescoço.
Posição de Impacto para Tripulantes de Costas para a Cabine de Comando: Cinto de segurança apertado, braços cruzados e cabeça pressionada para trás.
Posição de Impacto para Passageiros: Cinto de segurança apertado e cabeça abaixada.
Emergência Imprevista: Quando provocado por quebra do trem de pouso, saída da pista com danos estruturais, toque no solo fora da pista e paradas em atividade anormal.
Ação Imediata: Gritar "Sentem" => "Abaixem a Cabeça" => "Segurem os Tornozelos".
Continuar gritando até a parada total da aeronave, verificar a operatividade de saída e retirar os passageiros gritando para saírem o mais depressa possível.
Fazer o check da cabine principal e da cabine de comando, descer e desembarcar. Afastar-se da aeronave o mais longe possível com os passageiros.
Obs: "O melhor equipamento de segurança a bordo de uma aeronave é um tripulante bem treinado".
Nenhum comentário:
Postar um comentário