quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Emergência Parte I

Fator Receio de Voar (FRV): A primeira atenuante para reduzir o FRV é o serviço de bordo. A segunda atenuante é o programa divercional (brindes, revistas, etc.). A terceira atenuante são as informações adequadas. A quarta, e mais importante atenuante, é o comportamento da tripulação.

Emergências são situações anormais que justifiquem procedimentos especiais (colocam em risco a segurança da aeronave e de seus ocupantes).

Os tripulantes devem ter conhecimento absoluto dos procedimentos de emergência para que, diante de uma situação anormal, atuem de forma correta, aplicando o bom senso, liderança, segurança, rapidez e eficiência, com o objetivo de evitar o pânico e garantir a sobrevivência do maior número possível de pessoas.

Autoridade a Bordo: Comandante ou Piloto em comando. No caso de pouso forçado, a autoridade do Comandante persiste até que as autoridades competentes assumam a responsabilidade pela aeronave, pessoas e valores e continua sobre a tripulação até o retorno à base.

Hierarquia a bordo: Piloto em comando (CMTE) => Co-piloto => Flight Engineer (F/E) => 1º Comissário => Tripulantes de Cabine (em ordem hierárquica).

Obs: 1) O avião pousa e decola contra o vento; 2) Emergência Preparada = Emergência Declarada; 3) Emergência Imprevista = Emergência Não-Declarada

Acesso à Cabine de Comando: Nenhuma pessoa, além dos tripulantes, poderá ser admitida na cabine de comando durante o vôo sem estar autorizada pelo Comandante.

Cockpit Estéril: Período no qual os pilotos não devem ser interrompidos em suas atividades (salvo em situações anormais ou emergências). Inicia-se em terra e continua até a aeronave atingir 10.000 pés (aproximadamente 10 minutos) e reinicia-se ao atingir 10.000 pés novamente até o abandono da pista depois do pouso (toda a comunicação nesse período deve ser feita pelo interfone).

Briefing: Procedimento prévio ao vôo que se realiza em coordenação entre o Comandante, 1º Comissário e Tripulação de Cabine cobrindo todos os procedimentos do vôo.

Procedimentos Rotineiros de Segurança: Uma vez abordado no avião, é de responsabilidade de cada Tripulante de Cabine efetuar um rigoroso check pré-vôo dos equipamentos de emergência na cabine de passageiros, condizente à localização, fixação, integridade, validade, etc. Caso seja detectada qualquer irregularidade no equipamento de emergência, o Tripulante de Cabine deve reportá-la imediatamente ao 1º Comissário e, este, ao Comandante.

Pré-Vôo Check List: 1) Portas; 2) Manômetro Escape Slide (pressão entre 2700 e 3000 PSI); 3) Jump Seats; 4) Equipamento de Emergência; 5) Painel de Comissário; 6) Equipamento de Demonstração; 7) Assento Passageiro; 8) PSU - Unidade de Serviço ao Passageiro; 9) Janelas de Emergência; 10) Visor do Trem de Pouso (responsabilidade do Comissário que ficará na passarela - Limpeza); 11) Overhead Bins (Gavetões - Locais de bagagens dos passageiros); 12) Toiletes; 13) Cortinas; 14) Galleys.

Após o check terminado, reportar com "ok" ou com observações (Tripulante de Cabine => 1º Comissário => Comandante).

Embarque de Passageiros: O 1º Comissário será comunicado, com devida antecipação, do embarque de passageiros para que a Tripulação de Cabine esteja preparada e em suas posições para recepcioná-los. Os Comissários deverão orientar os passageiros quanto ao número dos assentos e assisti-los com suas bagagens de mão. Há certos passageiros que necessitam de atenção especial e não devem ocupar os assentos das saídas de emergência (menores desacompanhados, gestantes, deficientes físicos, visuais e auditivos, enfermos, idosos, presos, passageiros com crianças, passageiros em macas e passageiros que não dominam o idioma.

Obs: O Comandante deve ser informado de qualquer situação que possa atentar contra a segurança a bordo e o número de passageiros por fila não poderá exceder ao número de máscaras de oxigênio do PSU. Concluído o embarque, passam-se todas as informações ao Comandante, obtendo a autorização para fechar as portas, conectar escapes slides e efetuar alocução específica.

Demonstração de Segurança aos Passageiros: De acordo com o RBHA (Regulamentos Brasileiros de Homologação Aeronáutica), os passageiros devem ser informados através de um vídeo ou por um P.A., da localização e uso dos equipamentos de segurança contemplados na aeronave por meio de uma demonstração de segurança realizada pela Tripulação de Cabine antes da decolagem. A alocução/anúncio/speech aos passageiros deve ser feita pelo 1º Comissário ou outro tripulante por ele designado. O speech pré-vôo aos passageiros é uma medida preventiva de segurança.

Durante a demonstração, a Tripulação de Cabine deve mostrar uma atitude profissional e se dará informações individuais aos passageiros que possam necessitar de assistência individual.

Finalizada a demonstração, a Tripulação de Cabine completará o check de cabine para decolagem. Uma vez concluído o check de cabine para decolagem e/ou aterrissagem, o Tripulante de Cabine proporciona "ok" ao 1º Comissário e este ao Comandante e, imediatamente, devem ocupar seus respectivos assentos com cinto de inércia e ventral e preparar-se mentalmente para a decolagem/aterrissagem. Os Tripulantes de Cabine deverão sentar em suas estações de emergência (Jump Seats) designadas para decolagem e pouso. Durante toda a operação, os Jump Seats serão utilizados exclusivamente pelo pessoal que possui licença de vôo.

Equipamento Eletrônico: É proibido a utilização a bordo de qualquer aparelho eletrônico emissor de energia eletromagnética, sendo obrigatório a realização do anúncio respectivo antes da decolagem. Durante a descida é proibida a utilização de qualquer aparelho eletrônico.

Equipamentos de Emergência: São equipamentos que estão dispostos a bordo em locais de fácil acesso, em número e quantidade de acordo com a especificação de cada aeronave e em números de assentos disponíveis dentro da mesma. Possuem a finalidade de auxiliar os tripulantes em situações adversas que poderão vir a suceder.

Sistema Fixo de Oxigênio: As aeronaves pressurizadas possuem um sistema de fornecimento de oxigênio, em caso de perda de pressão, de dois tipos => Gasoso e Químico

Gasoso (oxigênio armazenado em cilindros): O fornecimento de oxigênio ao cair as máscaras e uma delas for puxada, dar-se-á o fluxo de oxigênio somente para a máscara puxada. Este fluxo poderá ser cortado a qualquer momento.

Químico (oxigênio resultado de uma reação química que ocorre dentro dos geradores para passageiros e Comissários): Estará disponível através de máscaras oro-nasais que caem automaticamente da PSU (unidade de Serviço do Passageiro), quando a altitude interna da cabine atingir 14.000 pés. O fornecimento de oxigênio ao cair as máscaras e uma delas for puxada, dar-se-á o fluxo de oxigênio para todas as máscaras do conjunto. Este fluxo não poderá ser interrompido (fluxo contínuo) e terá uma duração de aproximadamente 15 minutos. As máscaras irão cair, deverão ser puxadas para baixo, serem colocadas sobre o nariz e a boca e ajustar a tira em volta da cabeça.

Encontram-se máscaras oro-nasais: 2 máscaras sobre os assentos dos comissários, 2 máscaras no teto dos toiletes e 4 máscaras no conjunto de 3 assentos de passageiros em cada PSU.

Obs: O sistema de oxigênio que supre a cabine de passageiros pode ser ativado automaticamente, eletricamente e manualmente.

Sistema Portátil de Oxigênio com Máscaras Oro-Nasais: São cilindros portáteis para auxiliar em situação de primeiros socorros ou depois de uma despressurização. São conhecidos também como oxigênio terapêutico para atender passageiros e tripulação com insuficiência respiratória. Estes cilindros possuem capacidade de 311 litros e proporciona oxigênio em 2 fluxos (HI e LO).

Fluxo HI: 4 litros por minuto com duração de 77' (1 hora e 17 minutos) e é aplicado em adultos e passageiros traqueotômicos.

Fluxo LO: 2 litros por minuto com duração de 154' (2 horas e 34 minutos) e é aplicado em crianças e bebês.

Sistema Portátil de Oxigênio com Máscara Full-Face: São cilindros portáteis utilizados para proteção no combate ao fogo e seu fluxo é a pedido.

Obs: Em ambos os sistemas portáteis a capacidade é de 311 litros com a pressão PSI entre 1600 e 1800. São 7 em quantidade sendo, 1 de proteção (full-face e localizada na cabine do piloto) e 6 terapêuticos (localizados na cabine de passageiros - 2 no setor dianteiro, 2 no setor central e 2 no setor traseiro).

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