Queimaduras: Tem como agentes causadores os agentes térmicos (quentes e frios), agentes químicos (ácidos e básicos), agentes elétricos, agentes radioativos e agentes solares.
As Queimaduras podem ser: 1º Grau => Ardor e vermelhidão/eritema, atingindo a epiderme; 2º Grau => Ardor, vermelhidão/eritema, bolhas/flictemas (que não podem ser perfuradas), atingindo a epiderme e a derme; 3º Grau => Áreas necróticas/enegrecidas com escapas/feridas amareladas, atingindo a epiderme, a derme e a hipoderme/tecidos profundos.
Gravidade das Queimaduras: + de 20% do corpo é considerada grande queimadura e até 20% do corpo é considerada pequena queimadura.
Cuidados: Em pequenas áreas de queimaduras, deve-se molhar a parte queimada com água ou soro fisiológico durante 5 a 10 minutos ou até passar a dor e, em grandes áreas de queimaduras, deve-se colocar curativos secos e aquecer para evitar hipotermia.
Obs: O 1º motivo de morte de queimaduras é através de hipotermia e hipovolemia (perda de calor e líquidos) e o 2º motivo de morte é através de infecções generalizadas.
Insolação: Período prolongado de exposição aos raios solares e causa superaquecimento corpóreo.
Intermação: Exposição prolongada em ambientes fechados e superaquecidos, ocasionando o superaquecimento corpóreo sem troca de ar.
Casos Benignos de Insolação e Intermação: Cefaléia, vertigens, fadiga, anorexia, insônia e estado sub-febril.
Casos Graves de Insolação e Intermação: Desidratação, cefaléia violenta, vertigens, rigidez da nuca, febre elevadíssima, vômitos, delírios, convulsões e morte.
Combate-se a Insolação e a Intermação removendo-se a vítima para local fresco e arejado, colocando-se gelo sobre a cabeça, envoltórios úmidos em todo o corpo e antitérmicos. Hidrata-se com líquidos quando a vítima estiver consciente e, em casos mais graves, usar hidratação endovenosa (soro na veia).
Tóxicos: Em ingestão de 2 a 4 horas, provocar vômito (manobra esvaziatória), caso o tóxico seja não-corrosivo. Após 4 horas, encaminhar a vítima ao hospital urgente.
Corpos Estranhos: Pode-se ocorrer corpos estranhos nos olhos, no nariz, nos ouvidos e na garganta. Nesses casos, quando não for possível a remoção dos mesmos, encaminhar ao médico.
Infarto
Infarto Agudo do Miocárdio: É a necrose (morte) do músculo cardíaco (miocárdio), que ocorre como complicação de deficiência ou ausência da circulação nele. Resulta, portanto, de uma obstrução de algum ramo das artérias coronarianas que levam o sangue ao próprio coração.
Sinais e Sintomas: Uma dor forte localizada na região anterior do tórax (que dura de 30 minutos a várias horas), midríase, sudorese intensa, dispnéia, agitação, aparência de sofrimento, pulso fino e acelerado, confusão mental, desmaio, fraqueza e febre.
As causas mais comuns decorrem de hereditariedade, colesterol alto, hipertensão, stress, fumo, álcool, drogas (principalmente cocaína), diabetes, sedentarismo e obesidade. Como tratamento, deve-se afrouxar as vestes e manter o paciente em repouso absoluto (posição confortável e sentado, enquanto estiver consciente), analgésico, tranquilizante, vasodilatador coronariano, oxigênio em caso de dispnéia, cianose, tosse ou sibílio e encaminhar para o hospital com urgência.
Angina de Peito: Problema cardíaco caracterizado pelo aparecimento brusco de uma dor torácica, produzida por irrigação ineficiente e momentânea do miocárdio. Difere do infarto agudo do miocárdio porque não há lesão do músculo cardíaco, e seus desencadeamentos são refeições pesadas, esforços físicos, fumo, frio intenso, ansiedade, etc. Os sinais e sintomas também são semelhantes do infarto agudo do miocárdio diferindo do tempo de duração, que varia entre 3 e 10 minutos. Menos de 1 minuto descarta-se a hipótese de angina e, acima de 10 minutos, pode-se considerar infarto agudo do miocárdio.
Afogamento
Afogamento Cianótico: É o indivíduo que apresenta uma forma de asfixia pela entrada de água nos pulmões.
Afogamento Pálido: Ocorre quando não há asfixia pela água, mas devido a um laringoespasmo reflexo ou uma parada respiratória.
O tratamento em ambos os casos compreende rápida remoção da vítima da água, desobstruir as vias aéreas, respiração boca-boca ou através de aparelho, massagem cardíaca externa, administração suplementar de oxigênio e levar a vítima para o hospital.
Parada Cárdio-Respiratória: Ocorre devido a uma parada cardíaca com posterior parada respiratória ou vice-versa (mas frequentemente são simultâneas e a falência cardíaca leva a uma falência pulmonar ou vice-versa). As causas são cardíacas, respiratórias ou orgânicas e os sinais e sintomas correspondem a sinais de alterações cardíacas ou respiratórias, predominando aqueles de patologia causadora da parada cárdio-respiratória. O tratamento é a reanimação através de RA (Respiração Artificial) e MCE (Massagem Cardíaca Externa).
Obs: RA + MCE = RCP (Reanimação Cárdio-Pulmonar)
Técnica da Respiração Artificial (RA): Obstruir, através da pressão digital, as narinas da vítima e abrir sua boca. Inspirar profundamente, colocando os lábios de maneira a selar a boca da vítima. Expulsar então todo o ar de seus pulmões para os pulmões da vítima, até que esta tenha seu tórax distendido. Em seguida, retirar a boca e observar a retração do tórax da vítima. Se isso não ocorrer, fazer compressão manual sobre o tórax, para forçar a saída do ar insuflado. Repetir essa manobra 15 a 20 vezes por minuto. Nas crianças de pouca idade e nos lactentes, devemos selar simultaneamente a boca e o nariz.
Técnica da Massagem Cardíaca Externa (MCE): Colocar a vítima em decúbito dorsal sobre um local fixo e duro (de preferência sobre o chão), ajoelhar-se ao lado da vítima e colocar a mão direita, espalmada, sobre a região esternal. Colocar a mão esquerda sobre o dorso da mão direita já posicionada no tórax da vítima, comprimir o tórax usando, para isso, o peso do seu corpo e afrouxar em seguida (o tórax deve ceder cerca de 4 ou 5 centímetros). Repetir esta operação entre 60 e 80 vezes por minuto até que o coração volte a bater naturalmente.
Reanimação Cárdio-Pulmonar (RCP): Feitas por um único socorristas ou dois socorristas leigos e devem seguir o ritmo de 15 Massagens Cardíacas Externas (MCE) para cada 2 Respirações Artificiais (RA) => Técnica Atual.
Obs: 1) Quando não necessita fazer RCP? Quando tiver pulso, morte evidente e pessoas carbonizadas; 2) Quando se pára o RCP? Quando a pessoa tossir, se mexer, começar a respirar ou quando chegar o médico; 3) Qual a posição que se faz massagem RCP? Decúbito Dorsal Horizontal (DDH) em superfície rígida; 4) Qual o efeito do RCP no corpo? Distribui oxigênio para o corpo (vida cerebral), na respiração boca-boca para tentar ativar o centro da respiração (centro neurológico da respiração); 5) Quais os sinais que indicam parada cardíaca? Ausência de pulso, ausência de sons cardíacos, apnéia zero e midríase paralítica (pupila dilatada).
Alcoolismo: Potencializa de 2 a 3 vezes a pressão atmosférica. Possui como quadro clínico agudo a incoordenação motora e visual, distúrbios do comportamento, distúrbios da consciência, náuseas e vômitos, midríase, hipotermia, convulsões, retenção ou incontinência urinária ou fecal e taquisfigmia (pulso acelerado). A ajuda no alcoolismo consiste em beber café forte com açúcar ou líquido açucarado (quando consciente) e glicose (quando inconsciente).
Obs: Se o paciente dormir, manter a poltrona reclinada e a cabeça lateralizada.
Ataques
Três tipos de ataques podem surpreender os Comissários: 1) Vertigem => Sensação em que a vítima parece girar em torno dos objetos que a rodeiam, ou os objetos que a cercam é que parecem girar em torno dela (sempre no plano horizontal) e pode-se sentir um deslocamento lateral como se estivesse caindo para um dos lados; 2) Enjôo (Aerocinetose) => Vertigem acompanhada de palidez da pele, discreta sudorese, náuseas e vômitos (a vítima jamais perde a consciência), e deve-se colocar a vítima em decúbito dorsal com a cabeça lateralizada, passar uma venda sobre os olhos, manter a cabeça sobre um travesseiro e manter arejada com as vestes frouxas; 3) Desmaios ou Lipotimia ou Síncope => A vítima acometida de desmaio tem a impressão que vai perder o contato com o ambiente que a cerca, a visão escurece, a pele fica pálida e com sudorese, mal estar geral acompanhado ou não de sensação de náuseas e vômitos, mente embotada com possibilidade de perder a consciência momentaneamente. O desmaio pode ocorrer por hipotensão (pressão baixa), hipoglicemia (baixo teor de açúcar no sangue), baixa ventilação, baixo O2, etc. Como tratamento, estando o quase-desmaiado sentado, abaixar sua cabeça ao nível do coração sem forçar (a cabeça abaixada faz com que haja maior irrigação cerebral pelo efeito da força da gravidade) e, estando desmaiado, deitar o paciente em decúbito dorsal e elevar as pernas em média de 30 centímetros e provocar estímulos (dolorosos, térmico frio na testa, auditivo com batidas leves no chão e olfativo, embebedando um tecido com álcool).
Convulsões: Espasmos musculares involuntários (período breve de inconsciência) e, na maioria dos convulsos, a problema é a saliva. Tem como causas a epilepsia, febre alta, overdose, alcoolismo, intoxicação, hipoglicemia, tumor cerebral, crise hipertensiva ou acidente vascular cerebral.
Obs: Todo epilético tem convulsões, mas nem toda convulsão significa epilepsia.
Epilepsia: Doença caracterizada tipicamente por ataques convulsivos (mais ou menos severos), com perda temporária de consciência e/ou da memória. Existem vários níveis de epilepsia, sendo uma doença neurológica. Terminada a crise, a vítima pode entrar em sono e, após acordar, nada saber sobre o acontecido. Como tratamento, deve-se colocar um pano macio entre os dentes para evitar que as arcadas se choquem, provocando a quebra dos dentes ou ferimentos na língua, proteger a vítima contra objetos traumatizantes que possam causar lesões e afrouxar as vestes (quando a vítima parar de se debater).
Obs: Em convulsão epilética, não conter a vítima, lateralizar o corpo (para escoamento da saliva) e proteger a cabeça (geralmente com travesseiro).
Desidratação: Perda de líquidos corpóreos por diarréia, queimaduras, hemorragia, vômitos profundos, sudorese intensa, etc. Trata-se suspendendo a alimentação e ministrar soro caseiro (1 litro de água + 2 colheres de sopa de açúcar + 1 colher de chá de sal) e depois água em pequenas quantidades. Quando o paciente melhorar, a comida deve ser não condimentada e oferece bolacha de água e sal.
Parto Súbito
É aquele que ocorre fora do ambiente médico-hospitalar. O trabalho de parto vai desde as primeiras contrações do colo uterino até que se apague.
Etapas do Parto: 1) Dilatação do colo uterino, com a eliminação do tampão mucoso e líquido amniótico; 2) Expulsão do feto e seus anexos; 3) Eliminação da placenta (dequitação ou secundamento) e do cordão umbilical.
Obs: Primípara é quando a mulher dá a luz pela primeira vez, tendo em média 8 horas de parto; Múltípara é quando a mulher já teve um parto normal e dura em média de 2 a 3 horas; Parturiente é a mulher que está em trabalho de parto; Puérpera é a mulher que deu a luz até 45 dias (resguardo).
Iminência de Parto a Bordo: 1) Comunicar o Comandante e procurar médico, enfermeiro, veterinário ou qualquer outro profissional da área da saúde; 2) Anotar o nome e a identidade do profissional; 3) Adaptar a Parturiente no corredor, previamente coberto por manta, entre as duas poltronas próximas da cauda do avião; 4) Estando a Parturiente em trabalho de parto, fazer a assepsia com água e sabão das coxas, vulva, períneo e os pêlos pubianos, visto que, não se fará tricotomia (tirar os pêlos).
Obs: Em hospital faz-se a epistemia, para facilitar o parto e diminuir a hemorragia.
Sequência do Auxílio ao Parto: 1) Passagem da cabeça pelo canal vaginal; 2) Verificar se o cordão umbilical está enroscado; 3) Auxiliar a passagem dos ombros para a vinda d bebê; 4) Desobstruir as vias aéreas do recém-nascido; 5) Ligadura do cordão umbilical (cortar o cordão umbilical) para fornecer a formação do coto umbilical, ou seja, necrose asséptica; 6) Parto da placenta.
Cuidados com a Gestante: Numa gravidez de 3 a 4 meses, o cinto será colocado de forma indiferente; Em gravidez mais avançada, o cinto de segurança deve ser colocado sobre o baixo ventre, com um ou dois travesseiros apoiados nas coxas; A ida ao toilete deverá ser sempre acompanhada por uma Comissária; A tensão emocional pode ocasionar trabalho de parto; Gestante agitada e/ou emocionada por precaução da viagem deve ser acalmada e, se for preciso, administrar 1 Dramin (podendo repetir após 4 horas) caso seja solicitado pela gestante; Não oferecer chá, café, etc. porque são estimulantes.
Obs: 1) Até 6 meses, a gestante pode voar sem atestado, com 7 meses, pode voar apenas com atestado simples e, com 8 meses, com atestado completo (para a ANAC, a gestante pode voar até o 7º mês de gravidez). O atestado médico deve ter validade de 72 horas e deve estar assinado; 2) Aborto Embrionário (em torno de 2 meses), Aborto Fetal (de 3 a 6 meses), Parto Prematuro (7 a 8 meses), Parto à Termo (9 meses = 40 semanas) e Parto Senatonino (+ de 9 meses).
Nenhum comentário:
Postar um comentário